 (Foto colhida na web) do gosto das coisas que pairam no chão enquanto o ar nos engole. e do braço firme que segura o desejo entre abraços. de derrapagens lúbricas em curvas sinuosas e retas extensas. do fechar e abrir dos olhos durante o delineio do sonho na retina que brilha em lascívia. do encontro do corpo-língua, que serpenteia na carne a vontade de desafiar mistérios e desvendar promessas. da lentidão apressada com que invade-me as divisas e te mergulhas. de ritmo, de balanço e maresia, balanço de mar, balanço de amar e da poesia. dos lábios saboreando o gesto certeiro com que me tomas. e da palpitação urgente por senti-lo derramar.
Escrito por Elise às 12h29
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