 (imagem colhida na web.) dessas pequenas posses tuas tão minhas... da palavra tua, que vem e costura todas as rupturas do tecido dos poros meus que te respiram dias e noites. do sono agitado pela falta do teu corpo quente aliciando sonhos ao meu lado. da eternidade mesma com que (me) habitas mesmo estando (eu) inerte. do que transborda e se opõe aos nãos e se põe em sins, em sóis, em si, em mim, em ti. em nós. do que é acalento quando a tua voz invade (no meio da minha tarde morna) meus devaneios e incita o desejo fálico de pêlos teus entre as pernas minhas. do que é o teu dedo passeando pelos meus lábios tentando te registrar a forma d’eu sentir o gosto teu diluído na minha língua. do que é o arrepio quando o vento da lembrança te traz junto e te cola à pele minha que, nua, se molda na tua latência e te diz: devora... do que é mero pensamento e, no entanto, o tem todo; tem-no, todo. do que é dúbio tanto quanto é certo. do que é, do que foi, do que seria se pudesse ter sido diferente. e do que é tão igual em mim e em você.
Escrito por Elise às 10h34
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