
(Foto: Anne Brigmann)
Tua respiração me encrespa a pele,
arrepio em poros, derme adentro...
E eu, avessa ao (cala)frio, te esquento,
e te sopro de fora, do meio ao centro.
Se és de mim, meu, como prometes;
se ventas em mim teu desejo inteiro,
eu me rendo ao pólen, tua aragem,
e tremulo no ar, sob teu vento primeiro.
Tua brisa lasciva, meu fôlego incontido,
viração que nos despe de pudores...
Nos desnuda, nos exibe e desavessa,
e nos deixa vestidos apenas de amores..
Escrito por Elise às 12h48
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