
(Foto colhida na Web)
Fosse a tua mão
a acariciar o poema
com que te celebro,
eu versejaria em todos
os (dias) pares
e em noites e bares e lares e altares
rimando métrica e emoção.
Mas não...
Tu tinhas que se deixar
sem tato, preso dentro de ti;
e eu tinha que fragmentar meu verso
à espera da emoção que não vivi...
Triste fato – se tudo é inerte aqui.
Quão desnecessária é a poesia em mim
: tão fugaz e alada
que nem te tira dessa tua letargia.
Quão inúteis são as tuas mãos assim
: tão a(lge)madas...
e nem podem se render à minha poesia.
Escrito por Elise às 15h42
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(Foto colhida na Web)
a minha carne, viva, no teu falo. pressão e exatidão. e um ritmo que cala e consente tudo. tu, quase mudo; quase calada, eu. e o nosso amor se faz entre silêncios e certezas. um olhar, um toque, e nada mais existe... e meu corpo persiste no teu, e teu corpo se embala no meu. cadência. química, cheiro e pele. tua grandeza invadindo minha pequenez e rasgando todo e qualquer pudor, sem dor. indecente desejo, este que nos habita e nos palpita. a marca do teu amor expressa entre as minhas pernas; meu quadril levitando ao teu encontro. desejo excelso e poderoso. sublime. a fronteira do conhecido sendo transposta pelos teus dedos nos meus entres; os limites do teu corpo sólido sendo delineados pelos meus lábios, aqueles... que te tragam e consomem e sugam e engolem toda a tua vontade de nós. contrações minhas, explosões tuas. e um salpicar de estrelas nos olhos, fogos dos teus artifícios em mim. eu, perfeita, total, completa e absolutamente arrebatada pelo teu verbo, porque cada vez mais, me conjugas; porque a cada noite, me embalas; porque a cada manhã, me reinventas; porque a cada morte, me ressuscitas; porque a cada grito - meu - me calas; porque a cada gozo, me amas; porque a cada dia te preciso mais e além; porque é assim que eu deveria te ter; e porque é assim que tudo deveria ser.
Escrito por Elise às 15h42
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