
(Foto: Alexey Naumov)
E então, abro as pernas, amor meu, e enlaço-te a mim. Você, meu ímpeto absoluto, e eu, inebriada pela tua saliva, entrego-me, enfim. Agora, teus lábios são minha pele e minha vontade por ti é teu ensejo. Agora, meu corpo é teu sexo e tua sede de mim é meu desejo. Tua língua lasciva, quente, desliza em meu ventre e procura abrigo ao sul... Eu, em tempestade, esqueço-me por entre seus lábios; enredo-me por entre seus dentes; espalho-me por entre seus beijos; escorro-me pelo teu rosto quente. Há essa (minha) febre da tua boca... ...esse átrio infinito, meu portal bendito, onde deliciosamente me perco tentando encontrar-te; onde encontro-me soberano meu, a amar-te. Ah... essa tua incontestável fome de mim, nesse teu beijar desejado. Os teus lábios nos meus... E a minha boca parindo esse grito tão esperado. ...!
Escrito por Elise às 15h09
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