As cartas de Elise


   



 Escrito por Elise às 23h16
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       Pulsa-me,

       essa tua palavra

       delicadamente inflamada

       que atravessa

       madrugadas e mares

       e faz morada

       em  meu ocidente.

       Instiga-te,

       esse meu olhar

       docemente encantado

       que delineia

       teu desejo

       e alcança-te

       o continente.

       Em terra firme

       esse nosso grito;

       no mar, o poético agito,

       e no firmamento,

       esse silêncio bendito.

 

      (até a noite cala

       quando o nosso verbo

       fala...)



 Escrito por Elise às 17h44
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       * Repostagem, porque a semana pede amor...;-)

    

      

       Tua boca

       passeando em meus segredos,

       descobrindo meu desejo represado,

       minha ânsia de quereres,

       de esperas.

       A tua língua

       deslizando em minha umidade,

       invadindo meu vênus,

       meu universo.

       Minha língua

       esculpindo tua rigidez insolente,

       teu pulsar de expectativas,

       de anseios,

       tuas cobiças.

       A minha boca

       enlaçando teu verbo,

       moldando tua latência,

       tua fome.

       Minha alma,

       reinventando tua vontade

       inconfessa

       de mim.

       Teu corpo,

       saciando minha sede

       sôfrega

       de ti.

 



 Escrito por Elise às 20h37
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     (Foto: Anatolij Ivanov)

    

        Num ato metafísico,

        verte-me bênçãos sobre o corpo

        o teu verbo,

        -a palavra embebida em desejo-

        umedecendo poros, pele, cabelos,

        os cinco sentidos, fendas, pêlos...

 

        Chovem-me, as tuas letras;

        molham-me os versos

        reescrevendo o êxtase.

        Inundam-me, essas noites em que és

        o mergulho na líquida poesia

        que me banha os pés.

 

        Uma gota a mais da tua palavra,

        um pingo a mais desse ardor

        e eu transbordo.

        ...de amor.



 Escrito por Elise às 13h30
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