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(Foto colhida na web.)
...então ata-me
ao teu calor
mil vezes
antes da noite fenecer
e mata-me
de amor
mais mil,
até o sol nascer,
porque quando amanheço
sorvendo (d)a tua vida,
um recomeço nascente
- a vida embebida nesse poder -
arrebata-me
de poesia e sabor
e ardor e querer
e desperta-me
em doses corteses
do teu (de)leite
a me liqüefazer
de amor
e prazer.
Escrito por Elise às 03h27
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(Foto colhida na web.)
me deixa ouvir de novo os teus gemidos - eram tantos, e tão altos, que meu sussurro se perdia no teu eco, e só se achava dias depois, quando a saudade me apertava a garganta. aí virava grito, dor, desespero, desamparo e desalento. inquietude. - deixa, permita que eu te caminhe o corpo mais uma vez; cede ao meu desejo de te molhar a pele a conta-gotas. me umedece e me toca de novo. deixa minha língua esculpir teu desejo rijo, rubi. deixa eu enlaçar minha saudade às tuas pernas e mover meu quadril em tua direção. e então, deixa eu me fartar de você, deixa que eu te coma inteiro, todo, te abrace, te enlace, te festeje, te grite! me deixa dançar sob teu peso, me perder sob teu corpo e me achar liquida, solvente, diluída na tua lembrança, fluida na tua saudade. deixa que eu entre dissolvida por teus poros e me aloje onde você é mais firme, mais forte, mais compacto. dá teu ato todo de novo pra mim. dá o teu perfume, que emana em minha pele e me tonteia e asfixia. deixa que eu te tenha uma vez mais, deixa. deixa que eu me realize em cima, embaixo, entre... a última vez, a derradeira. mortal. me aquece, me aquenta, incendeia. deixa-me em ebulição e me deixa morrer ali, em efervescência nos teus braços...
Escrito por Elise às 00h28
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(Foto colhida na web)
A força
do teu verbo
o
t
e
r
e
caligrafa
meu adjetivo
concreto
e faz a transcrição
dessa poesia
mergulhar de forma
envolvente
(o corpo já imerso...)
e me atiçar
a rima quente
em frente
e verso.
Escrito por Elise às 18h26
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(Foto:Victor Melo)
lábios, nos lábios. mãos, nos entres. e pernas entrançadas, entrelaçadas, entretecidas. sal, saliva. mel... e um sussurro que adentra e invade meu corpo. segreda, rumoreja, zune, suspira, assopra... eriçada, eu; pelo timbre da tua voz, pelo eco dos teus gritos, pelo tom dos teus murmúrios. arrepiada e encrespada. torturantes, tuas mãos se demoram entre(as)linhas do meu desejo. passeiam, percorrem, enquanto me perco nos teus braços. arrebatamento. teu peito me rouba os ares e minhas pernas te furtam o senso. tumulto e barulho. e me prendes e te seguro e me apertas e te agarro. e vens e me tens e me abraça e me enlaça e com fome me come toda, tudo, tanto... tontura... vendaval tempestuoso, a tua respiração. e meu ar em movimento entremeios teus, e teu ar agitado entre os meios meus. corrente de raro efeito a te tomar a sanidade e me assanhar o desejo. atmosfera impetuosa, intensa, inquebrantável, irresistível. e tu, apaixonando. e eu, amando. e nós, resplandecendo e reluzindo. refletindo e iluminando. reverberando.
Escrito por Elise às 17h34
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(Foto:Shubina Olga)
porque a saudade espreita e espia e aperta minha carne, gritando teu nome. porque, na minha boca, nada há que não tenha, antes, vindo de ti. porque eu viro noites revirando a lembrança da tua língua alterando a minha percepção, a minha porção. intumescimento. porque meus poros se arrepiam e dilatam e crescem, na tentativa de alcançar você de volta. porque a reviravolta que a vontade de ti faz no meu corpo, explode em meu peito, que lateja e palpita e pulsa rápido, certeiro, implacável e acusador. porque molho travesseiros e lençóis e coxas na esperança de ter você de novo sobre o meu quadril. porque tenho febre e desespero de causa e de efeito. alta temperatura, alta voltagem. curto-circuito no vazio dos meus braços, no vão das minhas pernas. porque praias e mares e oceanos não me umedeceriam tanto quanto a tua rigidez convicta e insolente. porque eu deságuo meu sal e suor e mel pra destilar teu vácuo que cresce na mesma medida do meu desejo: fátuo, petulante e pretensioso. porque quando fecho os olhos, tua distância me assalta e rouba todos os meus sonhos. leva-os até você e deixa em troca teu cheiro cravado na minha derme: deleite e doçura, dureza e rudez. porque quando abro os olhos, tua ausência reflete toda a minha liquidez, todas as águas minhas, todo o meu mergulho na tua nostalgia, toda a fantasia da minha avidez que é crua, é nua e é tua. canibalismo. te comer entrelinhas e saciar a fome das minhas entranhas. porque tateio minha doença na esperança de que voltes e me salve. porque ainda és meu óleo e minha benção. minha cura. minha unção.
Escrito por Elise às 17h59
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(Foto colhida na web)
E uma voz me acaricia,
um pensamento a delirar...
o teu chamado me alicia,
instiga um jeito de imaginar.
E a mão conduz à fantasia,
pas de deux no ar,
rosto colado em sincronia
e um sorriso salutar.
São dois pra lá em alegria,
são dois pra cá a bailar;
é um gesto que contagia,
é um carinho de calcanhar
dentro da noite fria
em que enveredo a dançar.
É a tua pele que me vicia,
e o meu corpo a arrepiar;
eu penso que não deveria...
eu sinto que não quero parar,
e então, meus olhos eu apertaria,
a fim de não acordar,
e com você, eu sonharia,
e por você, vou suspirar.
Noite adentro essa magia,
madrugada afora a sussurrar;
o teu beijo, que me sacia,
o meu abraço, a te apertar.
Outro desejo nem existiria,
que não este, a exaltar
esse encaixe, com maestria,
que teu corpo, no meu, faz estar.
Tu embaixo, e eu mexeria,
nós de lado, eu a rebolar;
tu por cima, eu insistiria:
- cola em mim, bem devagar...
e então meu corpo tremeria,
sob o teu corpo a gozar;
choro e riso em sintonia,
êxtase que faz despertar.
(...)
E desta noite, a nostalgia,
deste sonho, o recordar;
e da madrugada, ficaria
no meu corpo, o teu verbo: amar.
( Pela eternidade eu dormiria
para, contigo, poder sonhar. )
ps: dorme com os anjinhos.
Escrito por Elise às 22h09
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E então, vais?
Mas aí eu quero mais,
teu veneno em minha pele,
meu seio na tua mão,
teu peito, meu coração,
pulsando o amor que se (re)faz.
Quero fome, desespero,
entrevero de paixão,
sexo tenso, violento,
sob teu corpo em exaustão,
que de mim se faz sedento.
Sob a ira do desejo,
sob o ensejo dessa pira,
ah, fogo que me afasta as pernas,
buscando minhas cisternas;
essa cobiça da tua boca,
língua louca que me atiça,
me faz plena, absoluta,
fêmea, mulher, santa, puta,
úmida e intumescida,
doce e enlouquecida;
e eu arqueio, unho tuas costas,
geme, diz se gostas,
diz, diz sim e eu deliro,
grito e calo, tremo, respiro,
transpiro e relaxo,
te abraço, em ti me encaixo,
morro, e eu sei bem porque
: teu abraço é minha rede,
tua boca é minha fonte,
teu olhar, meu horizonte,
meu oásis, miragem...
Sem você, sou estiagem,
sou vazia, à mercê;
meu corpo é pura sede,
é deserto sem você.
Escrito por Elise às 23h30
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(Foto colhida na Web.)
vai, então!! mas é que dói... fere, machuca, dilacera, rasga, arranha. mortifica. deixa um vácuo inenarrável entre meus seios e braços, deixa um vazio inexplicável entre meus lábios e pernas, deixa uma vaga inconcebível entre minha morte e vida, deixa a marca indelével do nada, carimbada no meu eco. esfarela, parte, corta, fraciona. abre a pele num cortante vermelho. e sangra. mas aí... aí você vem, e o que era berro, sussurra, o que era grito, alenta, o que era bramido, aquenta. e eu me fragmento em pedaços tão seus... e me deixo ficar na tua pele, e te deixo sentir meu perfume, e te deixo sorver meu desejo, e me deixo estar nua, e tua. e aí... aí o que era choro e lágrima escorre do seu corpo e penetra em meu clamor como um bálsamo, um elixir. para sempre você, dentro de mim, e já não há mais dolorimento. nem cicatriz. porque não há nada mais calmante que o teu ir e vir, em mim, e não há nada mais abrandante que o meu venho e vou, em ti, e não há sangue que se destile mais que os nossos suores e sucos e salivas. porque não há dor maior que supere a tua grandeza, aqui; não há estigma algum que se sobreponha a tua sublimidade, aqui; não há mágoa qualquer que não sorria com você, aqui. porque seu ardor sempre me aquietou, e seu amor sempre me calou. e aí... aí eu esvaeço. umedeço. e emudeço. enjoy my silence.
Escrito por Elise às 01h25
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(Foto: Anne Brigmann)
Tua respiração me encrespa a pele,
arrepio em poros, derme adentro...
E eu, avessa ao (cala)frio, te esquento,
e te sopro de fora, do meio ao centro.
Se és de mim, meu, como prometes;
se ventas em mim teu desejo inteiro,
eu me rendo ao pólen, tua aragem,
e tremulo no ar, sob teu vento primeiro.
Tua brisa lasciva, meu fôlego incontido,
viração que nos despe de pudores...
Nos desnuda, nos exibe e desavessa,
e nos deixa vestidos apenas de amores..
Escrito por Elise às 12h48
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(Foto: Alexey Nikishin)
asfixia. taquicardia. tua palavra me toma de novo de assalto. tiro ao alvo. tua palavra, arma de fogo, a me sangrar saudade e desespero. aflição, angustia, ânsia. pulsação acelerada na curva dos teus sinais. rápida, veloz, ágil e imediata, a tua marca. ofegante, o meu peito; cianóticas, as minhas mãos; acelerado, o meu coração; rubra, a minha face. e a tua palavra me atrai, me puxa, me tenta, me assanha. me cala e me grita, berra, uiva, chama e convida. me carrega no colo e me traz de volta os manuscritos dos nossos pecados tão originais. doces palavras, venenosas, vestidas de saudade, calçadas de desejo, carregadas de intimidade. verbo incisivo, mordaz, conciso. primeira pessoa dos meus plurais, tu; concordância absurda, errônea e falsa. desgarrada. despropositada. desclassificada e desprovida. mas é esse teu transitivo direto que me toma nos braços e me reescreve os caminhos. é esse fragmento monocromático da tua letra em desalinho que estreita as distâncias e teima em alcançar os meus nuncas, os meus ais, os meus mais, aléns, tambéns, antes e sempres. o tempo todo, em qualquer tempo, o teu verbo é a minha prosa. a única. definitiva.
Escrito por Elise às 14h22
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(Foto: Stockphotos)
um abraço teu em mim, e tudo se inicia novamente. meu peito pulsando junto a falta que fizeste ao meu corpo, tua boca no meu ouvido, a murmurar palavras desconexas. eco. convexo, todo, firme e inteiro, você. eu, entregue. côncava, cônscia. nós, dentro, entre, em, um no outro, um do outro. inteiras metades. encaixe. tua língua deslizando em meus dentes e me deixando em descompasso. meus dedos na tua nuca, te puxando para mais dentro da garganta. sorriso, sangue e saliva. minha mão despindo a saudade e atirando longe toda a espera amontoada; teu tato explorando as trilhas que eu criei em tua procura. nu, nua. e travesseiros e almofadas e edredons e eu e você, e tudo se torna possível. e te puxo e me tomas e te beijo e me lambes e te mordo e me devoras. urgência, paixão e êxtase em fração de segundos e de prazer, aplacando os dias e horas das nossas impossibilidades. a saudade assoprando a pele arrepiada do meu corpo; a saudade estampando as tuas mordidas nos meus seios; a saudade liquefeita, escorrendo em nossas pernas. suculento desejo. fruto maduro explodindo indecência, incoerência, inexatidão. insano delírio, fogo, labareda, brasa, e o vento que alimenta e atiça e nutre essa chama. chama, e te chamo, implora que eu venha, e te peço que chegue; dá dos teus braços, e te prendo à minha vida. não me deixa ir, não te deixo ir; tua cobiça ainda arde, minha pele ainda te quer em cada vão. tudo pulsa, tudo lateja, tudo palpita, tudo dilata. arfa. fico. fica. teu corpo saciando minha vontade, meu corpo abrandando tua veleidade.
Escrito por Elise às 20h27
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(Foto colhida na web)
A fome de ti é tanta, amor,
e te mastigo tanto enquanto respiro,
que da solidez dentre as pernas tuas
ao vácuo dentre as pernas minhas,
-entre vens e vãos-
te como,
te sorvo,
engulo,
suspiro.
E por tanto querer-te assim, amor,
meu paladar só de ti se impregna,
tanto, que do mel da arvore tua,
tanto, que do fel da seiva minha,
-entre falos e lábios-
te beijo,
te sugo,
salivo,
deliro.
Morde-me a carne, a pétala, a alma,
lambo-te a pele, o caule, a calma,
delícia entre dentes, entre lábios, entrelinhas...
tuas cores, meus aromas, teus sabores,
sal no corpo... suores...
(con)sumo de ti em mim.
Ah, faminta e esfomeada fantasia,
meu des(a)tino é devorar-te
por entre toda essa poesia
Escrito por Elise às 08h10
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a estridência da música que sai da minha garganta, ribomba, enquanto teu baile ricocheteia entre a minhas pernas. gritos e sussurros. gutural silêncio. ouvidos atentos, olhos de mercadora. e seguro em tuas mãos de incentivo à minha dança de acasalamento. e te olho e te olho e te olho. e me molhas de um jeito... e se escorrega todo na minha profundidade abismal. teu lar, teu agasalho, tua pele e tua dureza é tudo de que eu preciso. e te olho. e te mexes de um jeito... e me remexes toda, inteira. certeira a tua dança, o teu passo, o teu abraço. spacato. minhas pernas envolvem teu desejo e teus braços saciam minha sede. e danças, e te olho. tua fome me conduz ao palco, e eu danço e saltito e giro. pirueta completa nos teus ares. teu peito vigoroso é meu assoalho. e apoio as mãos, e vou, e venho, e vou, e venho, e vou, e venho. e te olho. tremulas, as nossas bocas, estáticos, os nossos olhares. e o grito teu e meu. tua, eu; nos passos do ballet, no volteio do tango. teu nado sincronizado nas minhas águas é o espetáculo da minha apreciação. embeveço. encanto. apaixono. mordo e dilacero tua firmeza com meus lábios, aqueles que salivam frente ao teu oásis. miragem, a tua imagem frente ao meu ventre. e te olho, e tu gozas de um jeito... e me farto de seiva, suor, saliva viscosa invadindo a minha alma. impregnada de ti, eu. transbordante, borbulhante. e grito, frente ao dançarino. e te olho. e me sacio de um jeito... e me tens plena, realizada, sed, satiata. e o sarau se finda, e olho no olho: - lindo; linda...! e te amo de um jeito... e me agarro no teu peito em plenitude e aconchego. dueto. piano e orquestra. voz e violão. concerto pra dois, numa só voz. cantata, tocata. maestro de mim, tu. meu par perfeito.
Escrito por Elise às 14h26
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(Foto colhida na Web)
Fosse a tua mão
a acariciar o poema
com que te celebro,
eu versejaria em todos
os (dias) pares
e em noites e bares e lares e altares
rimando métrica e emoção.
Mas não...
Tu tinhas que se deixar
sem tato, preso dentro de ti;
e eu tinha que fragmentar meu verso
à espera da emoção que não vivi...
Triste fato – se tudo é inerte aqui.
Quão desnecessária é a poesia em mim
: tão fugaz e alada
que nem te tira dessa tua letargia.
Quão inúteis são as tuas mãos assim
: tão a(lge)madas...
e nem podem se render à minha poesia.
Escrito por Elise às 15h42
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(Foto colhida na Web)
a minha carne, viva, no teu falo. pressão e exatidão. e um ritmo que cala e consente tudo. tu, quase mudo; quase calada, eu. e o nosso amor se faz entre silêncios e certezas. um olhar, um toque, e nada mais existe... e meu corpo persiste no teu, e teu corpo se embala no meu. cadência. química, cheiro e pele. tua grandeza invadindo minha pequenez e rasgando todo e qualquer pudor, sem dor. indecente desejo, este que nos habita e nos palpita. a marca do teu amor expressa entre as minhas pernas; meu quadril levitando ao teu encontro. desejo excelso e poderoso. sublime. a fronteira do conhecido sendo transposta pelos teus dedos nos meus entres; os limites do teu corpo sólido sendo delineados pelos meus lábios, aqueles... que te tragam e consomem e sugam e engolem toda a tua vontade de nós. contrações minhas, explosões tuas. e um salpicar de estrelas nos olhos, fogos dos teus artifícios em mim. eu, perfeita, total, completa e absolutamente arrebatada pelo teu verbo, porque cada vez mais, me conjugas; porque a cada noite, me embalas; porque a cada manhã, me reinventas; porque a cada morte, me ressuscitas; porque a cada grito - meu - me calas; porque a cada gozo, me amas; porque a cada dia te preciso mais e além; porque é assim que eu deveria te ter; e porque é assim que tudo deveria ser.
Escrito por Elise às 15h42
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